sexta-feira, 24 de setembro de 2010

estranho mundo novo

ou... "foi isso que eu entendi de pós-modernismo"

Sou ruptura, fragmentos plurais
sou falta de consenso, rostos multifaciais.
Vivo a angústia de não saber o amanhã
a verdade que trago não é regra nem será espada
ela se esgota nesse momento, nesse lugar, nesse olhar.

Não tenho fundamentos que me dêem a certeza de permanecer
mas tenho asas e posso voar
e entre tempestades e raios me metamorfosear,
nem que seja só para conservar aquela beleza única e necessária.

Abaixo os tiranos, mesmo aqueles que vivem em nós!
Quero o desconforto de quem sempre procura
o estranhamento necessário de quem
(tão logo acostuma-se a uma idéia)
sente a inadiável vontade de retornar ao caminho
das imprevisíveis possibilidades.

3 comentários:

Sandra Botelho disse...

Puxa belissimo texto.
Não existe verdade absoluta, não somos somente um alguem, trazemos em nós diferenciadas visões e opiniões, estamos sempre em metamorfose.
E são essa pluralidades que nos fazem gente.
Agora sim deu pra ler.
Rsrsrrs,
desculpe a ceguinha tá?
Bjos achocolatados

Por que você faz poema? disse...

Também quero o desconforto.

Pelos caminhos da vida. disse...

Excelente texto Santana.

Obrigado pela sua companhia, espero que volte mais vezes.

Fim de semana de luz.

beijooo.