sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O fundo da Alma

Além do horizonte dourado jaz o futuro sonhado,
Os olhos ansiosos do menino acabrunhado sobre a janela aberta
Que revela o mundo ao mundo sem nenhum chilique
Da mulher caseira de cabelos presos e jeito leve,
Compondo a paisagem do dia, do agora louco
Como miragem que vive e dirige o rumo
Da moça feita de desejos ardentes que inundam
Os olhos e contorce os ferrolhos da urbana
Classe jovem, que é espírito infinito e espera
O futuro que é o próximo segundo, que nem mesmo
O fundo da alma pode revelar ao mundo.

Segredos tórridos de uma melancólica história de amor,
Além dos olhos fechados que guardam o querer
Desprezam o poder fantasiando um caminho,
Que é o mundo nas veias do fundo do ser
Da mente intensa do velho mestre de vasta história,
Mesmo em pouca existência.
É a adulta mulher de olhos criança que vêem detalhes
E anseiam atrás das grades um momento único lúcido,
Em loucura imersa tocar o físico e se fechar
No antro animal do homem que deseja o céu
E se ruma ao fundo do ser e arrebenta os limites
Ao chegar ao cume do mundo no antro ofego,
Vasto universo que revela o esqueleto do ser
Que domina a terra e se perde na sua loucura em procura intensa,
Ao horizonte dourado no afago quente,
Num universo totalmente inconsciente.

5 comentários:

Long Haired Lady disse...

é tudo tão simples, e os olhos dos poetas conseguem transmitir tudo tão lindamente!
beijo!

Solfejando poesia disse...

O ser feminino precisa ser livre... e me dói quando o vejo atrás de grades emocionais...

Beijo!

Nilson Barcelli disse...

Belo poema.
Gostei imenso das tuas palavras.
Abraço.

Dois Rios disse...

A complexidade da alma diantes dos segredos, anseios, loucuras e enígmas.

"E se ruma ao fundo do ser e arrebenta os limites."

Lindo!

Beijo,

Inês

Dois Rios disse...

Errata: "diante".

Beijo,
I.