sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quando a pausa torna-se um ponto final


Cresce menino! Quantos pais já falaram isso para os filhos? Quem nunca ouviu essa reprimenda?

Crescer fisicamente é natural, mas crescer moral e intelectualmente requer esforço, determinação e uma boa dose de sacrifício.

No caminho do alpinista que se propõe a alcançar o alto de uma montanha há vários acampamentos que são zonas de conforto onde o alpinista tem abrigo dos ventos gelados, alimentação e descanso. No entanto, se o alpinista quiser "crescer", isto é, prosseguir na sua escalada, ele precisará voluntariamente sair da sua zona de conforto para encontrar-se com as adversidades, com as inseguranças e incertezas da vida "lá fora".

Ao deixar o acampamento para prosseguir na sua jornada, o alpinista conscientemente abre mão do conforto para alcançar seu sonho, deixa a comodidade em troca das dificuldades que estão entre ele e seu objetivo.

Tendo essa analogia em mente pode-se dizer que o que motiva o crescimento de uma pessoa é o seu objetivo de vida; e o desestimula a busca pelo crescimento seria a comodidade que essa pessoa encontra em seu "acampamento". Ou seja, nos habituamos à comodidade em alguma estação da nossa vida e acabamos por abortar a caminhada.

No entanto, não é possível sequer imaginar um alpinista no meio de uma escalada recusando-se a continuar por não querer deixar o conforto do acampamento. E por que isso não acontece? Porque o alpinista é um alpinista, ele vive para chegar ao cume das montanhas, ele sabe exatamente aonde quer chegar e é completamente apaixonado por isso. Para essa pessoa, nem o melhor dos acampamentos por mais confortável e agradável que seja, nem de longe chega a ser uma tentação para o alpinista ficar por ali mesmo no meio da montanha. É apenas o tempo necessário para ele tomar um fôlego e continuar em busca do seu objetivo.

Daí vem exatamente a dificuldade que a maioria de nós temos em deixar para trás nossas zonas de conforto e continuar: ou não sabemos nosso objetivo, ou não somos apaixonados por ele, ou não sabemos como alcançá-lo.

É nesse contexto de imprecisão geral em relação ao nosso objetivo de vida que a nossa zona de conforto pode adquirir características atraentes: amizades, hábitos, vícios e conquistas menores como um trabalho ou um relacionamento podem acabar de vez com a motivação necessária para sair do acampamento e mais uma vez expor-se ao vento cortante e aos perigos da montanha para alcançar um objetivo maior.

Sant'Ana

a gente é um monte de coisas reunidas

que você não sabe o nome...

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2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

A analogia da escalada da montanha foi muito bem escolhida e desenvolvida neste texto.
Gostei.
Abraço.

sant'ana disse...

Valeu!